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11 de out de 2016

Nova ave é registrada na RPPN Buraco das Araras



No dia 10 de Setembro de 2016, durante um passeio de Fotografia e Observação de Aves, a visitante estrangeira Cindy Marple fotografou uma ave que ainda não havia sido registrada na RPPN Buraco das Araras, a Biguatinga (Anhinga anhinga).

Conhecido também como carará (Amazônia), calmaria (Rio Grande do Sul), Maria-preta (Ceará) peru-d'água, mergulhão-serpente, biguá-bicolor, anhinga, arará, meuá, miuá e muiáMede cerca de 88 centímetros de comprimento, peso de 1,2 a 1,35 quilogramas, sua envergadura atinge cerca de 120 centímetros. Apresenta o pescoço fino e muito longo ( 20 vértebras ), tipicamente angulado medialmente. Bico longo, muito pontiagudo, em forma de punhal e serrilhado, próprio para fisgar peixes. Cauda longa, de forma espatulada e com estrutura peculiar, pois as retrizes são rígidas e onduladas transversalmente lembrando uma chapa, que é útil para reforçar as penas que servem de leme quando nadam abaixo d’água. Pés com membranas natatórias.


Vive à beira de rios e lagos orlados de matas. Prefere águas interiores com farta vegetação marginal e árvores com troncos secos, sendo mais raro na orla marítima. Quando não pescam, nadam devagar, deixando emerso apenas um pouco do pescoço e a cabeça, ou somente a cabeça, que é tão estreita que parece continuação do pescoço, dando a impressão de ser uma cobra d’água; quando nadam nessa posição mantém o bico levantado quase na vertical. Foge do perigo mergulhando. Empoleirado permanece frequentemente de asas abertas, impressionando então o tamanho e a forma côncava das mesmas. A razão para esticar as asas provavelmente é tripla: (1) secar as asas, (2) acumular calor em horas de temperatura baixa e (3) se livrar de um excesso de calor. Pousa sobre as árvores secas. Voa alternando batidas de asas com planeio. Paira a grande altura, sua silhueta então assemelha-se a uma delgada cruz negra, impressionando a longa cauda. Grasna de pescoço esticado exibindo seu saco gular amarelo. Ocorrem migrações locais dentro da Amazônia. Fora da época da reprodução encontram-se em bandos ou esparsos entre os biguás.

Fonte: Biguatinga WikiAves
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